Vítima de erro médico no estado do Acre aciona a justiça
para reparar danos
Por Júlio César Take


Em Rio Branco, Acre, no ano passado se fez mais uma vitima de erro médico. Mas esse não é único e muito menos o último, a população está a mercê de verdadeiros açougueiros que por incrível que pareça conta com o apoio do Conselho Regional de Medicina no estado. Para provar o caso de omissão do conselho, na cidade de Cruzeiro a 750 km da capital, os conselheiros se reuniram com os médicos que estavam trabalhando de forma ilegal e estão promovendo cursos de aperfeiçoamento, quando na verdade deveriam ser punidos.

No Brasil estima-se, que cerca de 10 mil processos abertos para apurar as responsabilidades médicas. Grandes partes das ações são de vitimas, que tentam provar na justiça os erros dos profissionais que os atenderam. De acordo com dados da própria justiça, “a vitima de um erro médico, precisa estar com a documentação preparada e em ordem para não deixa duvida dos procedimentos dos profissionais, desde de uma receita médica, exames, prontuários de internações e o relatório medico; é necessário ter em mãos para se obter sucesso numa reclamação desse porte”.

Quando a pessoa é vitima de um erro médico, o primeiro passo é procurar a delegacia de policia mais próxima e registrar um Boletim de Ocorrência, onde o responsável será intimado para prestar esclarecimento sobre o caso em que foi denunciado. Também é aconselhável procurar o Conselho Regional de Medicina e formalizar uma denuncia por escrito. Nos casos mais graves onde a vitima ficou com serias complicações; o paciente pode abrir um processo com pedido de indenização.

Para tanto é necessária à contratação de um advogado, caso a vitima não reunir condições financeiras para arcar com as despesas de um advogado; nesse caso é aconselhável procurar a defensoria publica, em quase todos os municípios existe um defensor, pago pelo estado.

CLASSIFICAÇÃO

Os erros médicos podem ser classificados em três categorias diferentes. A negligencia, é uma delas e são cometidas pela falta de atenção ou capacidade do médico. A omissão de explicação clara do diagnostico, falta de cuidados, desleixo ou desprezo pelas cautelas para exercer os procedimentos médicos; também são outros pontos a serem analisados pela magistratura na hora de aplicar a pena.

A imprudência e imperícia, também caminham lado a lado com os pontos acima e acontecem com a execução de um ato médico para qual o profissional não está preparado. Esse deve ser o caso de uma vitima, de um médico ginecologista em Rio Branco. Este ato pode ser caracterizado como criminosos, se provado levando o responsável para trás das grades e a pagar uma indenização milionária e sem falar, na suspensão do direito de exercer a profissão.

Pelo andar da carruagem é perceptível à falta de preparo, tanto psicológica como profissional, de um médico que detectou um cisto no ovário e que resolveu fazer o procedimento a laiser e que segundo ele, a paciente teria a sua vida de volta em cinco dias. Mas com as complicações cirúrgicas pela perfuração do ureter. Com o caso se agravando, pois a perfuração acumula a urina no organismo, se não cuidado poderá comprometer o fígado, rins e outros. O caso de Rio Branco assuntou os familiares da vitimas que se mobilizaram e removeram na para o Rio de Janeiro, onde seria possível ter um atendimento de qualidade. “ Quando ela saiu daqui, parecia que estava grávida de oito meses, de tanta urina dentro da barriga” – comenta uma testemunha.

Para a paciente, o médico havia dito que o procedimento seria simples e que não deveria se preocupar. Mas o que ocorreu foi bem diferente. O erro médico acabou trazendo outras conseqüências. Após o procedimento cirúrgico, a barriga da paciente começou a inchar com o acumulo de urina, e num prazo de dois meses, as pessoas que não o conheciam pensava que ela estava grávida de oito meses, próximo da gestação.

No mês de outubro, reunindo as economias e contando com o aparato financeiro de uma tia, partiu para o Rio de Janeiro, deixando a cidade de Rio Branco, indo procurar melhores condições de atendimento. “Naquela cidade me reviraram de cabeça para baixo para descobrir o que estava errado com o meu organismo” – define a paciente.

Com os exames realizados partiu para a segunda cirurgia para poder consertar o propenso erro de um medico ginecologista na cidade de Rio Branco-AC. “ Por ele ter me convencido e a realizar um ato cirúrgico e ter me garantido que o meu caso era simples. Por esse motivo aceitei fazer o procedimento cirúrgico no estado do Acre” – aponta a vitima.

Na Atualidade

Hoje a paciente encontra-se afastada das suas funções profissionais, assegurada pelo INSS não podendo exercer a sua função profissional. De consultório em consultório, procurando uma solução para o seu caso em se tratando da medicina, pois o propenso erro está acabando com o organismo que já se encontra sem defesa devido aos antibióticos que foi preciso ingerir para o alivio de suas dores e infecções.

Com o quadro se agravando, foi preciso fazer um reimplante de cateter para poder suportar um pouco as dores constantes. As suspeitas, pelas leituras na internet, é que está com hidronefrose, mas o médico que vem acompanhando o caso se nega a se pronunciar e até colocar a paciente a par de suas reais condições. Acompanhado o dia da paciente pode-se constatar que ela não é capaz de ter uma vida normal, não tem forças para retomar a sua vida e desde o dia da primeira cirurgia onde iria fazer a retirada de um cisto no ovário e que em cinco dias estaria com a sua vida na normalidade.

O caso já se encontra na justiça e está esperando que o Conselho Regional de Medicina do Acre se manifeste se ouve erro médico ou não. Mas fora isso, ela está se mobilizando e juntando documentos para denunciar o profissional médico pela imprudência nos órgãos de Defesa do Consumidor, Delegacia de Policia e o Ministério Público.

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