::Erro médico::

Erros existem, persistem, e insistem em acontecer. Alguns são inevitáveis devido à natureza da doença. A maioria são contornados devido consciência de que algo foi cometido e que se deve retornar esse caminho, corrigindo e dando um sopro de vitalidade nesse processo.

Errar é humano; erramos porque ignoramos; erramos porque não aprendemos o suficiente até então. Erramos todos. Disso sabemos. Mas, quando a vaidade fala mais alto que a humildade , o erro cresce e toma uma proporção descabida e sem significado.

O sentido da vida se torna grandioso na medida que acolhemos o outro, que cuidamos e tentamos salvar. Errar, persistir no erro, não salvar, tendo as condições propícias para isso, insistir errando, abstrair uma vida cheia de promessas, é algo que não conseguimos ainda absorver.

Minar toda uma família pela falta de competência de um profissional de um médico ao qual deveria ter deixado a vaidade de lado e buscado recursos e ajuda para que uma vida não se perdesse e mesmo assim “faz a opção” de seguir um caminho que se mostrou ineficaz desde o começo.

O que faremos com a nossa tristeza? O que faremos com as dores da saudade de um filho tão amado e que se foi porque um médico não se fez atento em corrigir um grave erro cometido, prolongado e não debelado. Chances todas foram oferecidas ao médico para salvar nosso filho. Todas negadas. Todas esvaídas.

A luta precisa continuar... Para continuar o vôo da liberdade, para sublimar um pouco a ausência do nosso filho, e da crueldade e sofrimento impostos a ele é necessário reconhecer tudo que nos limita e constrange, pois ainda que essa percepção seja dura o suficiente para nos sentirmos mal, isso é preferível a continuar com a alma presa.

Precisamos recuperar nosso equilíbrio. Precisamos de justiça!

Que Deus nos abençoe a todos.

Chafiha Felippe Jabour Salomão e família.

 

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